Atividade reúne representantes do Banco Central e da Confebras para tratar de resoluções recentes, auditoria cooperativa e os rumos do setor 

No dia 28 de agosto, às 15h, o cooperativismo financeiro brasileiro terá um encontro direto com representantes do Banco Central para discutir a regulação do setor. O BC UNEVozes integra a programação do 16º Concred com uma agenda voltada às cooperativas de crédito, com temas como a evolução do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), as resoluções que entraram em vigor nos últimos anos e os desafios de adequação que ainda estão em curso. 

A atividade será dividida em dois blocos. Às 15h, o painel “Cooperativismo Financeiro em Transformação: desafios, oportunidades e diálogo com o Banco Central” reúne os convidados para discutir o cenário do setor e normas como a IFRS 9, a Resolução CMN nº 4.966 e a RC 14. Em seguida, um diálogo aberto para esclarecer dúvidas diretamente com representantes do BC. 

Para Celso Ramos Régis, diretor da Confebras, “esse diálogo é importante porque permite que as cooperativas de crédito compreendam melhor as mudanças regulatórias e esclareçam dúvidas para estarem mais preparadas para os desafios que o setor enfrenta” 

NORMAS EM ADEQUAÇÃO

A agenda regulatória que chega à mesa do BC UNEVozes envolve mudanças na contabilidade, no capital regulatório e nos mecanismos usados para acompanhar a solidez das cooperativas. A Resolução CMN nº 4.966 aproxima as regras contábeis brasileiras do IFRS 9, padrão internacional para instrumentos financeiros. Para as cooperativas, a mudança afeta a classificação de ativos, o reconhecimento de receitas e, principalmente, o cálculo da provisão para perdas esperadas associadas ao risco de crédito. 

Os principais dispositivos já valem desde 1º de janeiro de 2025. As regras sobre contabilidade de hedge, previstas no Capítulo V da norma, entram em vigor em 1º de janeiro de 2027.

O novo modelo de provisionamento tende a reduzir o capital regulatório das instituições, por exigir critérios mais rigorosos. Para amenizar esse efeito, o Conselho Monetário Nacional e o Banco Central criaram um cronograma de transição entre 2025 e 2028, seguindo recomendação do Comitê de Basileia de Supervisão Bancária. A regra vale para todas as instituições autorizadas a funcionar pelo BC que apuram capital regulatório, incluindo as cooperativas de crédito.

A RC 14, editada pelo CMN e pelo Banco Central, trata de outra questão: o capital mínimo que cada instituição precisa manter para operar. A norma cria uma metodologia que considera as atividades operacionais, de investimento e de captação de cada instituição para calcular esse valor mínimo. Para as cooperativas de crédito de capital e empréstimo, há uma regra específica: R$ 150 mil de capital social e patrimônio líquido, integralizados aos poucos. São 20% na autorização para funcionar, 50% em três anos e 100% em cinco anos.

DIÁLOGO ABERTO

Às 16h10, o segundo bloco do BC UNEVozes abre espaço para que os participantes levem suas próprias dúvidas diretamente aos representantes do Banco Central. É um momento pensado para ir além da exposição técnica, trocar percepções, tirar dúvidas pontuais e aprofundar o diálogo sobre os principais temas que afetam o cooperativismo financeiro hoje.

QUEM ESTARÁ NA CONVERSA:

  • Adalberto Felinto da Cruz Junior, chefe do Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não Bancárias do Banco Central
  • Ívens Aruã Neves de Miranda, chefe adjunto do Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não Bancárias do Banco Central
  • Celso Ramos Régis, diretor da Confebras

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Sobre o Concred 

O 16º Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito (Concred) é realizado pela Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras), com correalização do Sistema OCB/GO, apoio institucional do Banco Central do Brasil, patrocínio master do Sistema OCB, patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), CrediSIS, Cresol, Consórcio Embracon, Icatu Coopera, MAG, Mapfre, Sicoob, Sicredi, Tecban, Ubots e Unicred, apoio local da Cresol, Sicredi Planalto Central, Sicredi Cerrado GO, Sicoob Nova Central, Sicoob Uni e Sicoob Unicentro Brasileira e outras organizações que acreditam no evento e no poder transformador do coop financeiro.